voava una gaivota só
solitariamente...
O mar estava revolto
o vento soprava un pouco gelado
as nuvens apareciam timidamente
como que a querer tapar o ceu
como que a querer adivinhar
uma tempestade.
E as flores estavam bonitas
mas estranhas
Como que a adivinhar uma partida.
As pessoas num rodopio constante
andavam absortas,
e pareciam ainda mais máquinas.
E recuei trinta anos no tempo,
para recordar trinta dias.
No rio tejo, só havia uma gaivota.
O tejo estava revolto,
e haviam mais nuvens.
Lisboa estava linda como sempre,
Alfama cantava um fado triste,
como que a adivinhar tambem uma partida.
E sempre, sempre a gaivota,
a dar o sinal.
O Cristo-Rei na outra margem,
sempre de braçós abertos,
e eu sem saber,
se era para me receber,
se era para se despedir.
E era...
A gaivota já em terra,
voou novamente,
desaparecendo no infinito,
mas coitada!..
Já sem as faculdades que tivera,
e perdendo o sentido de orientação,
ficou sem rumo.
Atravessou mares.
Atravessou tormentas.
Resistiu a perdedores.
Sobreviveu a doenças tropicais,
e ao fogo dos homems.
Cruzou os ceus,
beijou as nuvens.
E!...
Voou!..voou!..voou!..,
Até que?!..
Já bastante fragilizada,
regressou ás origens,
suave tranquilamente,
mas temporáriamente.
Pois o Cristo-Rei,
lá estava de novo.
de braços abertos,
para me receber,
e para se despedir.
Pois o mar continuava revolto,
o vento continuava gelado,
as nuvens continuavam tímidas,
e as flores continuavam bonitas,
mas estranhas,
como que a darem o sinal
de nova partida,
como que a murmurarem,
chegou a hora!..,
E chegou!.,
E vais partir,
e vais voar outra vez!..
Hó!..,minha gaivota,
minha ave migratória,
que não encontres no precurso,
mais tempestades,
nem mais aves de rapina,
nem caçadores furtivos.
E regressarás ás origens,
em muito menos que trinta anos.
(para tí)
Carlos Paulo
Empezado en Almada y
acabado en Madrid a 27 /8/2009
Em trinta dias contigo,
em trinta anos que corro
em trinta minutos vivo
em trinta segundos morro.
Em trinta minutos beijo
os teus seios e o teu corpo
e em trinta segundos vejo
quanto tempo estive morto.
Tantos sonhos que vivias
de braço dado com o povo
trinta anos, trinta dias
voltando a viver de novo.
Carlos paulo


10 comentarios:
Hola Ites!! Me encantó, está guapísimo y el fado de después lo remata.
Espero que lo hayas pasado muy bien, hablamos pronto, tengo ganas de verte.
Muchos Besos!
Me gusta el fado.
:)
Besos.
Precioso sí... ya estás de vuelta? Yo a puntito de marchar: siempre nos cruzamos!
Boa semana !!
Repartir suas alegrias
é como espalhar perfumes sobre os outros:
sempre algumas gotas
acabam caindo sobre você mesmo!
abraço
que lindo fado..
treinta años, treinta dias, treinta segundos...
que no nos falte ninguno por vivir.
un besazo fuerte, veo que hemos aparecido a la misma vez, jeje
me alegro de encontrarte por aqui.
un besazo fuerte o treinta
Me viene bien para practicar, que dentro de poco marcho a Lisboa.
Besos.
En ocasiones la vida tiene cosas maravillosas, como lo que os pasado a vosotros.
Tengo muchas ganas de verte.
Cris
Volte e aproveite o vôo Achei fascinante.
Um renovado abraço com carinho!
Esa magia de tus textos, aderezada por el fado...Un beso!
Muito bonito!
Tenha um lindo final de semana
abraços
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